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Copa do Mundo 2026: África e Ásia estarão em peso

48 seleções disputarão a Copa do Mundo 2026 no Canadá, México e EUA em pouco mais de seis semanas, e este ano mais de um terço dos países presentes no maior palco do futebol mundial virão da África ou da Ásia.

Não estou dizendo que o domínio europeu e sul-americano no futebol mundial esteja enfraquecendo, e as mais recentes odds da Copa do Mundo 2026 indicam que o vencedor deve sair de um grupo seleto dessas duas grandes regiões. Mas, com 18 seleções da África e da Ásia na disputa, certamente veremos algumas seleções “azarões” avançando mais longe na competição.

Já vimos sinais disso em Copas anteriores. Em 2022, o Marrocos se tornou a primeira seleção africana a chegar às semifinais. Os Leões do Atlas tiveram uma vitória memorável sobre Portugal, de Cristiano Ronaldo, nas quartas de final, e são uma das 10 seleções africanas classificadas para este ano — um aumento em relação às cinco de 2022 no Catar. Ainda em 1990, a África já havia dado seu recado quando Camarões chegou às quartas de final, feito repetido por Senegal em 2002 e Gana em 2010.

Mas foi em 2022 que os torcedores africanos e árabes realmente começaram a sonhar, quando o Marrocos ficou a apenas um passo da final. Hoje, os Leões do Atlas ocupam a 8ª posição no ranking da FIFA, à frente de Bélgica, Alemanha e Itália. A equipe está invicta em 2025 e 2026, com 19 vitórias e quatro empates, e com nomes como Achraf Hakimi (PSG) e Brahim Díaz (Real Madrid), o Marrocos volta a ser uma força a ser respeitada.

Os Leões do Atlas serão acompanhados por seleções tradicionais como Tunísia, Egito, Gana, Senegal e Costa do Marfim, enquanto Argélia e África do Sul também são sempre adversários perigosos. Já a República Democrática do Congo retorna à Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974, e Cabo Verde fará sua estreia histórica, um momento marcante para o pequeno país insular da África Ocidental.

O Egito contará com Mohamed Salah para liderar a equipe na Copa do Mundo 2026 e tentar avançar além da fase de grupos
Mohamed Salah domina a bola durante partida da Copa Africana de Nações entre Costa do Marfim e Egito no Estádio de Agadir

Um jogador africano que certamente deve aparecer entre os destaques da Copa do Mundo 2026 é Mohamed Salah, estrela do Liverpool e do Egito. O ponta de 33 anos soma 191 gols em 312 jogos pelo clube e 67 gols em 115 partidas pela seleção, e será o capitão dos Faraós na jornada rumo à América do Norte e Central. O “Rei Egípcio” está em praticamente todas as listas de jogadores a observar, assim como o atacante Antoine Semenyo, que defenderá Gana.

E fique de olho também no meio-campista tunisiano Hannibal Mejbri. A jovem promessa do Burnley, agora com 23 anos, já mostrou sua versatilidade com ótima técnica e forte poder de marcação — mas também é conhecido por seu temperamento explosivo e por estar sempre perto de um cartão amarelo.

O continente asiático terá oito seleções na Copa de 2026, contra cinco em 2022, lideradas por Japão e Coreia do Sul. O Japão ocupa a 18ª posição no ranking da FIFA, enquanto a Coreia do Sul está em 25º. Em 2002, quando o torneio foi realizado em Japão e Coreia, o continente viveu um marco histórico, com os sul-coreanos chegando às semifinais após eliminarem Itália e Espanha.

As primeiras odds da SBOTOP colocam o Japão como a seleção asiática ou africana mais bem cotada, com boas chances de chegar às oitavas de final — mas os Samurais Azuis querem ir ainda mais longe, liderados pelo capitão Wataru Endo (Liverpool) e com Ritsu Doan (Eintracht Frankfurt) e Kaoru Mitoma (Brighton) como peças criativas importantes. Esta será a oitava participação do Japão em Copas do Mundo, estando presente ininterruptamente desde 1998.

A Coreia do Sul, por sua vez, já disputou o Mundial 11 vezes, estreando em 1954 e sendo presença constante desde 1986. Os Tigres da Ásia são comandados pelo experiente Heung-Min Son, ex-Tottenham e atualmente em Los Angeles. O clube inglês certamente sente falta do atacante de 33 anos, enquanto luta contra a possibilidade de rebaixamento. Com 54 gols em 142 jogos pela seleção, Son é decisivo — e, ao lado de Lee Kang-in (PSG), promete brilhar nos estádios americanos em junho.

Japão e Coreia do Sul se juntam a Arábia Saudita, que também vem se destacando nos últimos torneios, além de Qatar, Iraque e Irã. O conflito atual entre EUA e Irã trouxe dúvidas sobre a participação iraniana, com a federação pedindo que seus jogos sejam disputados no México. Em um ponto mais positivo, Jordânia e Uzbequistão farão sua primeira participação em Copas do Mundo, um momento histórico para os “Cavaleiros” e os “Lobos Brancos”.

 

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